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De tudo - Como, quando, porque e aonde - Por Alex Wichoski

Cachaça (186)

Gastronomia em Foz do Iguaçu

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Gastronomia em Foz do Iguaçu

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Variações sobre a cachaça

 

Percorre-se o sertão e no lugar em que descansar um pouco ali existirá, por certo, uma venda, quer esteja situada em um povoado ou improvisada à margem da estrada. E nela, inevitavelmente, poderá ser encontrada uma garrafa de aguardente, senão várias, aberta, para o líquido ser vendido a retalho, em pequenas doses. A produção de cachaça no Ceará — como em todo o Nordeste brasileiro — é atividade das mais lucrativas, existindo centenas de fabricantes que lançam seus produtos ao mercado, amparados pelo prestígio das marcas que cuidadosamente escolhem e que são consideradas, com simpatia, pelos que se consagram ao seu uso.

Existe toda uma série de práticas para se conhecer as boas virtudes da aguardente que, no hinterland cearense — e acreditamos o mesmo ocorrer em outras regiões dessa expressão geográfica — tem as mais variadas aplicações. A cachaça não serve apenas para alegrar as criaturas, sendo, pela razão de custar menos, a bebida que está presente a todos os momentos de prazer da comunidade rural.

Não se concebe manifestação de alegria sem a consumação de pelo menos um "trago" de boa cana. E tal é o seu uso, que vamos encontrá-la como veículo até mesmo de garrafadas de permanente aplicação na terapêutica popular, e numa infinidade de outros remédios, sendo, pelo seu alto teor alcoólico, o primeiro desinfetante de que se utiliza a gente humilde para pensar seus ferimentos acidentais. É o líquido que aplaca a picada da serpente, que elimina de uma vez a frieira, que alivia a coceira. Por outro lado sua utilização vai mais longe, sendo empregada na própria culinária ambiente, resultando excelentes as avoantes que se obtém assadas em sua combustão.

Não ficam aí, naturalmente, as aplicações e virtudes da bebida mais difundida que possuímos. Sua existência provoca a criação de rico folclore já aproveitado em parte por diversos estudiosos, valendo ressaltar entre os trabalhos que se conhece o interessante livro do sr. José Calasans, Cachaça, moça branca, que oferece, nesse sentido, excelente contribuição.

Entretanto, o assunto não restou esgotado. O tema é apaixonante. A cada passo encontramos um fato que nos deixa atentos ao folclore que se gera do povo em contato com a sua bebida predileta. Bebe-se cachaça porque o princípio sertanejo de que "pancada grande é que mata a cobra", demonstra mais uma vez a sua validade. Vinho é bebida de branco, de gente que "não tem fôlego". Diz-se até: "Fulano, você pode beber. É bebida de rico. Fraco que só vinho de missa".

A aguardente, ao contrário, é bebida de pobre, de gente que tem disposição para o trabalho. Bebida de homem, enfim, sendo uma característica de emancipação dos pais o filho que já freqüenta a bodega a pedir que lhe sirvam uma "bicada". Essa característica de violência nos sertões. Quem bebe cachaça não deve fazer careta ao sentir a bebida escorrer pela garganta. Bebe bem quem a ingere como se tomasse um copo de água. Diz-se:

— Queima, mas desce mansa...

A sua qualidade é de grande importância. A primeira demonstração que se faz, para saber se a aguardente é de primeira, fabricada com esmero, está na formação de bolhas na bebida, à altura do gargalo do vasilhame, se esse é agitado várias vezes. Se as bolhas demoram por mais tempo é sinal de que a bebida foi destilada com cuidado, importando, como pensam algumas pessoas, a sua cor que varia conforme o tonel em que esteve depositada para envelhecimento.

Os fabricantes disputam, entre si, as preferências do mercado. A importância não está realmente no teor alcoólico. Há cachaças de quarenta e nove graus que não satisfazem e outras de vinte e poucos graus que agradam ao mais exigente paladar. O segredo reside no zelo do fabricante em seu cuidado profissional não entregando ao consumidor um produto que não tenha ficado pelo menos dois anos a envelhecer em tonéis especiais. Cachaça do primeiro ano, isto é, a que foi fabricada no mesmo ano da safra da cana que lhe deu origem, não pode ser comparada a uma boa pinga de cinco ou mais anos. Fabricantes escrupulosos guardam para seus amigos aguardente até com dez anos de envelhecimento, o que nos faz imaginar o seu aproveitamento melhor se fosse obedecido critério mais rigoroso em sua manipulação.

É distinção de muito bom-tom alguém oferecer a outro um cálice de aguardente antiga. Geralmente em torno desse oferecimento giram falsas informações da bebida, sendo frases comuns as que se seguem:

— Esta é cana da boa, é do Lameiro. Tem doze anos...

— Veja que não relaxa. É cana do Aracati. Foi destilada em alambique de barro e está guardada há doze anos.

O último fato que concorre para ser uma aguardente melhor apreciada do que outra está representado na marca do produto. Um nome jocoso faz época. Marca sugestiva consegue adeptos e se a bebida é fabricada com honestidade, seu êxito estará garantido. Dentre as várias marcas de aguardente que em Fortaleza são vendidas, através de cento e quinze bares e cento e doze botequins, em um total de duzentas e vinte sete casas especializadas na venda de bebidas espirituosas, podemos destacar as que se seguem: Pé-de-tonel, Já Começa, Vovó, Vovó extra, Gato Preto, Imparcial, Guanabara, Vale do Cariri, Ipioca, Idealista, Tabatinga, Redenção, Fio de Ouro, Amarelinha, Rayto de Sol, Granada, Douradinha, Cearina, Sedutora, ABC, Feiticeira, Serra Branca, Xumbe, Teotônio.

O Ceará é uma exceção na maneira curiosa de servir a aguardente. Não se concebe ser a bebida vendida sem o "acompanhamento", chamado, com muita propriedade, "tira-gosto". Quando alguém pede uma "bicada" ou um "trago", a bebida já lhe é servida com a fruta ou o pedaço de carne que representa o "tira-gosto", tudo pelo preçonormal da dose vendida a retalho. O tira-gosto pode ser de frutas da região, assim se terá conforme a época de safra, as serigüelas, os cajá-umbus, umbus, limas, abacaxis etc. Quando de todo faltam as frutas regionais, os vendedores de cachaça preparam, como tira-gosto, tripa assada, farofa de carne, peixe frito, avoante, piaba, camarão e até lingüiça.

O anedotário popular está cheio de citações e episódios pitorescos a esse respeito. São várias as histórias que sempre um bebedor sabe para contar aos circunstantes de um fulano que certa vez "matou o bicho" (ato de beber cachaça) com umas baratas que encontrou na mercearia. De outra feita, já o estranho e repugnante tira-gosto não foi uma barata, mas um rato morto, guardando o povo informações ainda mais incríveis de um bebedor que "tirou o gosto" da bebida com um pedaço de cobra assada.

Conta-se no Ceará a história de inveterado alcoólatra que não justificava uma bicada sem o devido acompanhamento. A bebida, sem tira-gosto não lhe sabia bem. Tendo acabado de beber um trago respeitável (a bebida no copo é servida, às vezes, obedecendo à hierarquia militar. Por exemplo: um cabo quer dizer dois dedos de cachaça, em alusão às fitas que o militar conduz no braço; sargento, três dedos; segundo sargento, quatro dedos...), um segundo sargento, quando pediu:

— Hum, que tira-gosto tem vosmicê?

— Ah, esqueci. — disse o vendeiro — Num lhe avisei que se acabou...

— Home, num faça isso. E agora?

— Não sei.

— Tem barbante?

— Não, senhor.

O bebedor olhou para as prateleiras, demorou a vista, e, de repente, sentiu-se reanimado. Falou:

— Me dê um novelo de linha quarenta.

E ao receber das mãos do outro o que pedia, colocou na boca dois ou três palmos de linha e saiu mastigando-a, calmamante. Fora o tira-gosto encontrado para a sua satisfação.

Mas, sem dúvida nenhuma, o caju é o tira-gosto preferido. Quando os cajueiros frutificam não faltam nos botequins e vendas suas deliciosas frutas cortadas em fatias que, espetadas por palitos, são servidas em pratos aos que vão "molhar a goela".

Botequim que não oferece aos seus fregueses um bom tira-gosto não pode ser considerado de boa freqüência. Cachaça velha, tira-gosto de primeira, eis as duas principais condições para quem deseja tomar um trago. O resto faz parte de um folclore bastante generalizado e que principia desde as frases, palavras cabalísticas, apelidos, mandamentos sobre bebidas, até a clássica cusparada para tirar o azinhavre da boca.

Quem bebe aguardente como aperitivo não faz ponto em botequim apenas. A boa regra manda que passe pelo menos por três bares e tome uma bicada em cada um deles. Os mais viciados é que costumam demorar no mesmo local. A etiqueta do bom bebedor de cachaça exige essa prática obedecida por quantos se julgam profundos conhecedores da aguardente e de suas virtudes.

Gente assim, desta classe, não bebe "pau de urubu", que é aguardente sem recomendação, fabricada às escondidas da fiscalização; nem toma dose de um cruzeiro. Escolhe a bebida pela marca, preferindo sempre servir-se da garrafa recém-aberta. E como há os que agem dessa maneira, existem também os que cheiram a bebida antes de ingeri-la, os que derramam parte do líquido no canto da sala, como se o mal estivesse ali, os que dizem tomá-la para cortar o frio, se está chovendo, para afujentar o calor, se o dia está quente, para matar tristezas, para festejar a alegria, para tudo enfim.

A atitude de conhecimento da aguardente é, no entanto, comum a todos. Quem bebe cachaça diz-se profundo conhecedor de suas virtudes, embora a maioria pouco ou quase nada entenda sobre o assunto. E há naturalmente os que sabem versos ou pequenas histórias sobre ela.

* * *

Até aqui procuramos deixar bem claro a importância dessa bebida na vida social das coletividades rurais. realmente, não é admitida pelo sertanejo a sua ausência aos momentos em que se sente, juntamente com seus companheiros, invadido dessa euforia cabocla tão de nosso conhecimento. Se ocorre uma cantoria, nela se fará presente a cachaça, sendo servida a cantadores convidados. Se se realiza, por ventura, uma festa, não faltará, decerto, uma garrafa da violenta bebida. E até mesmo em instantes os mais extravagantes — conforme veremos a seguir — poder-se-á ter a oportunidade de verificar mais modalidades de seu uso pelo povo. Dois exemplos de situações impróprias para a ingestão de bebidas espirituosas foram testemunhados por nós: em velórios e por ocasião do sepultamento de pessoas pobres, principalmente em dias chuvosos.

Certo dia, que já vai longe, no município de Pacatuba (estado do Ceará), assistimos a um coveiro tomar aguardente em um crânio recém-desenterrado, sem que mostrasse o menor receio. Dizia o extravagante homem aos circunstantes, que eram muitos, principalmente jovens:

— A cana "corta" tudo, gente. Num há mal que pegue num home, se ele bebe a "branquinha".

A cachaça é utilizada de várias maneiras, como já demonstramos: como veículo para garrafadas, para remédios, contra a picada de insetos, mordida de cobra etc. ao ensejo de acontecimentos felizes e de tantos outros tristes ou trágicos, não faltando, portanto, admiradores para as suas qualidades. Admiradores, dizemos agora, e detratores. Sim, porque se existem os que a elogiam e a aceitam sem restrições, por outro lado, no seio do povo, não é menor o número dos que se insurgem contra seu uso.

Reunimos neste trabalho alguns versos de cantadores e mais alguns esclarecimentos que buscamos nas fontes populares, com o objetivo de oferecer aos estudiosos uma contribuição desinteressada que, se não consegue ser brilhante, pelo menos tem a marca e o prazer que nos confere uma pesquisa honesta.

Sobre a "branquinha", dizia um cantador em Águas Belas:

Nasci para beber no mundo
Quantidade essa não pouca
Quando levo o copo à boca
Meu desejo é ver o fundo

Seus versos não são menos interessantes do que estes que ouvimos, de certa feita, em um balcão de mercearia:

Sou canista sem segundo
Bebo mais que toda a gente
Se o veneno da serpente
Fosse cachaça com sobra
Eu desejava ser cobra
Tanto gosto de aguardente

Em bodegas de subúrbio ou em vendas do sertão sempre é possível ouvir-se uma ou outra história interessante a respeito do vício, da bebida e de suas conseqüências. As cantorias — ou mais precisamente os versos — são mais usados nos terreiros por ocasião de desafios, quando o assunto é oferecido no mote. Mas, de histórias assim, contadas em mesa de bar, algumas explicando porque os homens perdem o juízo, figura naturalmente a que se segue que reputamos possuir verdadeira originalidade. Reproduzimo-la como a escutamos:

— Moço — dizia o "canista" — a gente tem treze macaquinhos na barriga e doze cadeiras desocupadas no juízo. Cada "reiada" (golada, bicada, trago etc.) que se toma da cachaça, sobe um macaquinho e se senta numa cadeira. A gente vai bebendo e vai subindo outro macaquinho. O negócio é num facilitá, porque nem sempre a gente guarda na cabeça a conta das cadeiras e num sabe se tem alguma ainda vaga. E quando sobem os doze macaquinhos e o freguês molha a garganta outra vez, pode contar com o estrupício. O décimo terceiro macaquinho, num encontrando lugar pra se sentar, vai querer tomar a cadeira dos outros... e haja briga! Aí é que a gente perde o juízo, sem querer, e toca a fazer asneira... Vem a zuada, vem a polícia e peia no cabra...

Depois, explicava ao ouvir as nossas palavras achando estranho o número limitado de cadeiras:

— O negócio é o seguinte: quando o bebedor de cachaça é fraco, só tem seis cadeiras no juízo. Quando é forte, tem oito, tem nove, tem até vinte cadeiras... Mas sempre há de ter um macaquinho pra atrapaiar...

Motivos como este e tantos outros são reaproveitados pelos cantadores como tema para os seus desafios. Às vezes surgem versos bem urdidos, de profunda moral, embora a maioria sirva, apenas, para louvar a bebida e os que dela se utilizam. Siqueira de Amorim e Francisco Evaristo, dois cantadores de verso fluente, ao toque da viola, cantaram para nós algumas sextilhas das mais interessantes das que temos sobre o assunto.

Siqueira de Amorim:

Aguardente geribita
Feita da cana caiana
Eu bebo desde o começo
Até o fim da semana
O cantador só é forte
Quando canta e bebe cana!

Um pouquinho de aguardente
A muita gente conforta
Faz esquecer a tristeza
Revive a esperança morta
Até as mulheres bebem
Também por detrás da porta!

Quando eu pego na viola
Disposto a cantar repente
Digo ao dono do pagode
— Traga um pouco de aguardente
Bebo pra matar o frio
E bebo pra ficar quente!

Hoje bebe todo mundo
Deputado e senador
Bebe o soldado, o sargento
O juiz, o promotor
Como é que pode deixar
De beber o cantador?

Francisco Evaristo:

O homem degenerado
Que se vicia a beber
Quando está puxando fogo
Só trata em aborrecer
Faz coisas que o diabo
Faz questão pra não querer

A cachaça, meus amigos
Sempre só faz ação feia
Logo que o cabra a toma
A todo mundo aperreia
Precisa até a polícia
Levá-lo logo à cadeia

E termina até na peia
Devido ser imprudente
Depois se solta, mas fica
Tristonho e muito doente
Tudo isso só porque
Meteu-se na aguardente

Eis a razão porque digo
Dela qual o seu defeito
Ataca primeiro o cérebro
Come o "figo", acaba o peito
E depois do mal tá crônico
Não há médico que dê jeito

Cego Aderaldo, o extraordinário poeta popular dos sertões nordestinos, de quem o saudoso Leonardo Mota recolheu sugestivos improvisos de sua lavra, é autor destas duas sextilhas sobre a cachaça:

Cachaça é bebida boa
O povo chama "branquinha"
Botam mel pra ficar doce
Então chamam "meladinha"
Mas sai com as pernas trançando
Como quem cose bainha

Os que gostam de aguardente
Não devem beber demais
Que um velho de oitenta anos
Bebendo quer se rapaz
E no banho veste a calça
Com a braguilha pra trás

As "saúdes de mesa", canções repetidas ou improvisadas em função de um almoço festivo, não estão de todo desaparecidas. No Ceará, como em todo o Nordeste, acreditamos, continuam vivas, principalmente os versos:

Oh! que lindos companheiros
Como viram tão ligeiros
Se és covarde
Sai da roda
Que nossa empresa requer valor!

Primeira bateria
Vira
Primeira bateria
Vira

Poucos, no entanto, são os que numa reunião assim suportam beber a aguardente aos gritos dos companheiros mais animados pelo "vira, vira". No entanto, mesmo nas casas de pessoas de mais conceito, por ocasião de uma panelada, não estará ausente a cachaça, embora oferecida com certa cerimônia pelo dono da casa.

É a bebida dos fortes. É o "vinho" do povo e em torno dele, dia a dia, cresce e toma vulto rico folclore.
(Campos, Eduardo. Folclore do Nordeste. Rio de Janeiro, O Cruzeiro, 1960, p.41-50)

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Bebida alcoólica junto com remédio faz mal?


Renata Pires janeiro 4, 2013 Nenhum Comentário »

Conheça os riscos da consequência desta mistura

Quais riscos pode-se esperar em consequência de mistura de álcool e remédio?
Combinação de remédio e bebida pode ser fatal FOTO: DIVULGAÇÃO

Combinação de remédio e bebida pode ser fatal FOTO: DIVULGAÇÃO

As pessoas costumam dizer que não se deve ingerir álcool durante o uso de medicamentos porque o álcool diminui o efeito deles. Entretanto, essa é uma meia verdade; o álcool também pode aumentar os efeitos  dos remédios.

Vamos ver o que acontece, quando se faz essa mistura inconveniente de álcool e medicamentos: Se o álcool for ingerido junto com antidiabéticos, pode ocorrer hipoglicemia, ou seja, baixar severamente o nível de glicose no sangue (abaixo de 70 mg/dL). A consequência disso é falta de oxigênio no cérebro, que leva a desajustes nas funções cerebrais, causando desde um pequeno mal estar, coma ou mesmo morte.

Se a pessoa estiver usando sedativos, tranquilizantes ou anti-histamínicos (antialérgicos) e tomar bebida alcoólica, pode ter os efeitos de sonolência aumentados e sentir vertigens. Se for ingerido álcool junto com antidepressivos, estes poderão ter seus efeitos reduzidos, além de ocorrer um aumento da pressão sanguínea.

O efeito dos cardiovasculares também é reduzido se forem usados junto com bebidas alcoólicas. A pessoa poderá sentir vertigens ou desfalecimento. Podem ocorrer hemorragias ao se misturar álcool e anti-inflamatórios, antipiréticos ou analgésicos, além de perturbações gastrointestinais e úlceras.

Antibióticos também não combinam com bebida alcoólica. Podem ocorrer náuseas, vômitos dores de cabeça e convulsões. Medicamentos antiepiléticos têm seu efeito muito prejudicado quando o paciente faz uso de bebidas alcoólicas. Os ataques podem voltar a importunar com maior frequência. Associações de medicamentos e bebidas alcoólicas podem levar a efeitos graves, inclusive à morte. Procure não beber se estiver fazendo algum tipo de tratamento, use o bom senso. Você usa medicamentos para curar os males. Não tem cabimento fazer misturas que você sabe que são prejudiciais à sua saúde. Termine o tratamento e só então tome seus aperitivos ou aquela cervejinha gelada.

Alguns exemplos dos malefícios causados

Antibióticos: o álcool diminui o seu efeito, podendo piorar a doença infecciosa que está sendo tratada.

Aspirina: aumenta o risco de gastrite e hemorragia no estômago.

Analgésico narcótico: potencializa os efeitos do álcool, produzindo sedação intensa, perda da coordenação motora e redução dos reflexos

Anti-inflamatórios: risco de hemorragia gástrica.

Anti-hipertensivos: o álcool reduz o efeito destes medicamentos, podendo ocorrer aumento de pressão arterial.

Antialérgicos: sonolência, dificuldade respiratória.

Anticoagulantes: maior risco de hemorragia interna ou trombose venosa.

Antidiabéticos: redução acentuada da taxa de açúcar no sangue – hipoglicemia, caracterizada por sonolência, suor frio, convulsão e coma, que deverá ser prontamente corrigida administrando-se o açúcar.

Antidepressivos com ação sedativa: o álcool aumenta o efeito sedativo, prejudicando a coordenação motora.

Cinarizina, utilizada no tratamento das vertigens: sonolência excessiva, falta de coordenação motora.

Diurético: junto com álcool aumenta a quantidade de urina, podendo levar à desidratação e perda de potássio. Lembrar que o álcool também é diurético.

Paracetamol (analgésico): maior risco de agressão ao fígado, podendo causar hepatite tóxica.

Tranquilizante (ansiolítico): o álcool potencializa os seus efeitos, podendo ocorrer sonolência, baixa da temperatura, irregularidade respiratória, coma, podendo levar à morte. Ambas as drogas deprimem o sistema nervoso central, reduzindo o nível de consciência.

Soníferos: ocorre sonolência profunda. Um exemplo é a técnica utilizada pelos assaltantes conhecida como “boa noite cinderela”, que consiste em oferecer à vítima uma bebida alcoólica ou não com sonífero, no sentido de provocar sono em poucos minutos e poder praticar o roubo.

Remédio para tratamento do alcoolismo: junto com o álcool provoca vômitos, sonolência, falta de ar e reação alérgica.

Causas em relação ao tipo de bebida:
Fermentada( cerveja, vinho)  ou destilada ( cachaça, vodca, e uísque) que contém maior teor de álcool, da sensibilidade, sendo que as mulheres são mais sensíveis, do peso da pessoa, dos remédios misturados e dos alimentos consumidos,  os efeitos são mais evidentes.

Inicialmente determina uma sensação de euforia e de alegria, seguido de sonolência, fala arrastada, falta de coordenação motora, alterações da marcha, redução dos reflexos, caracterizando o estado do alcoolismo agudo ou embriaguez . Poderá ocorrer ainda redução de temperatura do corpo, pele fria, respiração lenta, estado de coma e alterações do comportamento.

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Cachaça um bom remédio….cura tudo!!!


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Sabe de alguma envie para nós.

enviado por: Sedentário


Pra curar sua paixão, beba pinga com limão;

Pra curar sua amargura, beba pinga sem mistura;

Contra dor de cotovelo, beba cachaça com gelo;

Contra falta de carinho: cachaça, cerveja e vinho;

Se brigar com a namorada, beba pinga misturada;

Se brigar com a mulher, beba pinga na colher;

Quem dá amor e não recebe, mistura todas e bebe;

E se alguém te faz sofrer, beba para esquecer;

Pra curar seu sofrimento, beba pinga com fermento;

Pra esquecer um falso amor, beba pinga com licor;

Pra acalmar seu coração, beba até cair no chão;

E se a vida não tem graça, encha a cara de cachaça;

Pra você ganhar no bicho, beba uma no capricho;

Pra ganhar na loteria, beba pinga na bacia;

Pra viver sempre feliz, beba pinga com raiz;

E se você não tem sorte… beba pinga ate a morte;

Se essa vida de cão só te faz sofrer…

….o remédio é beber.

O autor, se não morreu de cirrose, por favor identifique-se.

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XAROPE DE ANGICO

 

Utilidades medicinais: Anemia, bronquite, asma, tuberculose, efizema pulmonar, herpes e câncer.

Receita para 1 litro de xarope.

Ingredientes:
1pedaço de entrecasca de angico;
1 ¹/2 litro de água;
¹/² kg de açúcar ou rapadura;
¹/4 de xícara de cachaça.

Preparo:
Esfiape a entrecasca do angico. Coloque junto com a água e deixe ferver por 10 minutos. Depois acrescente o açúcar ou a rapadura, deixe mais alguns minutos. Depois é só deixar esfriar e coar.
Armazenamento:
Se o xarope for guardado fora da geladeira é preciso acrescentar ¹/4 de xícara de cachaça para cada litro.
Modo de usar:
Tomar uma colher de sopa 15 minutos antes das refeições.

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Remédios contra Gripe com cachaça



Estes remédios caseiros para a Gripe são daquelas receitas que todos tem alguma na manga. Por ser uma enfermidade relativamente fácil de ser tratada onde, na maioria das vezes, apenas o repouso pode dar conta do recado. O mesmo acontece com as receitas caseiras que são muito eficazes.

No combate a gripe, temos diversos aliados, um deles o alho, cuja uma das receitas será dada abaixo. Também, recomendado pela ANVISA, temos o chá para gripe a base de sabugueiro. Uma outra alternativa é o chá com eucalipto, assim, aqueles que chegarem ao post e não se sentirem confortáveis com o fato de a receita levar cachaça em sua composição, poderá escolher algum outro tratamento. Lembrando que, o acompanhamento médico é indispensável.
Dentes de alho

Dentes de alho
Você vai precisar de:

    Cinco dentes de alho de tamanho médio
    Meio copo de mel
    Meio copo de caldo de limão
    Meia copo de cachaça

Modo de Preparo:

Primeiramente, esmague os dentes de alho até que virem creme. Então, basta misturar os demais ingredientes.

Uma outra alternativa é bater tudo no liquidificador.
Posologia

Uma colher de sopa de hora em hora
Chá de Alho com Limão e Mel Chá de Alho com Limão e Mel Suco Antigripal Suco Antigripal Xarope de Gengibre e Limão Xarope de Gengibre e Limão

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Sobre a receita

Por Receita Caseira na categoria Remédios

Tags: Alho, Cachaça, Gripe, Limão, Mel, Resfriado
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As receitas e dicas têm caráter informativo, baseado no conhecimento popular.

Assim, nosso conteúdo NÃO tem valor prescritivo. Sempre procure um especialista para o diagnóstico correto e o tratamento mais indicado para seu caso.
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A “MOEDA” DO BRASIL COLONIAL ERA A CACHAÇA

 


Os portugueses começaram a escravizar o negro africano desde o século XV, levando-o para os trabalhos domésticos na Europa, para as lavouras do sul de Portugal e para as plantações de cana-de-açúcar nas ilhas da Madeira e Cabo Verde.
A escravidão negra no Brasil não foi uma questão de preferir o negro ao nativo (índio), mas sim uma questão de interesse da burguesia portuguesa, que já se enriquecia com o tráfico negreiro antes da descoberta do Brasil.
“Foi à custa do sacrifício da raça negra, lavrando solo ou explorando minérios, que cresceu a civilização.” (Souto Maior)
Os negros impulsionaram a economia do Brasil (colônia portuguesa), bem como o da metrópole (Portugal). Foram os motores do desenvolvimento econômico e social do Brasil.   
“O produto brasileiro mais conhecido pelos comerciantes de escravos na África no século XVII era a cachaça” (Felipe Van Deursen). O produto era tão popular no tempo da colônia que Portugal tentou diversas vezes coibir sua produção e consumo, isso para proteger outras bebidas típicas, como o vinho.
Mas, como tudo que é proibido se torna atrativo, “a proibição estimulou ainda mais o tráfico da bebida e, quando Portugal retomou Angola do controle holandês, em 1650, a colônia africana passou a receber um mar de cachaça anualmente”. (Felipe Van Deursen)
O historiador Luis Felipe de Alencastro, no clássico O Trato dos Viventes – Formação do Brasil no Atlântico Sul XVI e XVII, afirma que, entre 1710 e 1830, um em cada quatro escravos trazidos da África foi trocado por cachaça em Luanda. Juntamente com o tabaco baiano, outro produto usado no tráfico, quase 1 milhão de negros, que tinham contato com a bebida já nos porões dos navios negreiros que o traziam para o Brasil.
Segundo Henrique Carneiro, historiador da USP, “os traficantes chegavam a misturar água do mar e pimenta na aguardente brasileira antes de chegar a Angola. Tudo para aumentar o volume da bebida que seria trocada por escravos.
“Por estar presente no folclore, na religião, nos costumes e na cultura do Brasil há séculos, a cachaça acumulou centenas de sinônimos (de suor-de-alambique a quebra-mulheca). No Aurélio, há 147 termos para a aguardente, enquanto no Houaiss são 420” (Felipe Van Deursen).
Para estimular a exportação, o governo federal decretou no ano de 2003 que a “cachaça” mesmo é só a aguardente de cana produzida no Brasil. É um produto tipicamente brasileiro. Faz parte de nossa cultura.
Na verdade, “o tráfico negreiro movido a bebida ajudou na formação do sistema moderno de comércio mundial” (Felipe Van Deursen).
Com tudo isso pode concluir que verdadeiramente a moeda que movimentava o Brasil colônia era a troca de escravos trazidos da África, por produtos como a cachaça produzida aqui no Brasil.

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HISTÓRIAS DA DESTILAÇÃO E DAS AGUARDENTES


 


 
 HISTÓRIAS DA DESTILAÇÃO E DAS AGUARDENTES

Existe um ar de mistério, mitológico e mágico acerca dos espíritos (aguardentes) que durante séculos sempre foram considerados como contendo poções mágicas e grande reputação de portadores de elixir para prolongamento da vida e cura de doenças .
Torna-se difícil afirmar onde e quando começaram a ser feitas as primeiras destilações do vinho ou outras bebidas fermentadas. No entanto, pode afirmar-se que nos tempos do velho Egipto já se conhecia a arte de destilar.
Na China, por exemplo, foram escritas fórmulas de destilação de espíritos fortes, através da fermentação do arroz, no ano 1000 a.c.
No século VIII um alquimista e filósofo árabe, chamado Geber, escreveu um enorme tratado sobre destilação de aguardente de vinho. Ele aperfeiçoou os seus métodos  numa vasilha que mais tarde se denominou de alambique.
Quando os árabes  (colegas de Geber) conquistaram Espanha, introduziram na Europa esta inteligente forma de destilar. Hoje mais aperfeiçoada e sofisticada continua a ser usada  sob a designação "Pot-Stil".
O segredo da destilação espalhou-se rapidamente pela Europa. No ano 1310, um químico francês, chamado Villanova, aperfeiçoou estes processo e chamou ao produto obtido  "a água de ouro que fortalece o corpo e preserva a vida".
No período da peste negra que arrasou a Europa, em meados do século XIV, muitos dos curandeiros e físicos daquele tempo prescreviam as aguardentes como tónico e purificantes para tornar a água potável. Gradualmente o processo  de destilação foi passando de controle dos monges e doutores para o dos produtores de vinho e para as fábricas. Como exemplo, em França sempre que as uvas eram pobres em qualidade para a produção de vinho, os produtores convertiam-nas em aguardente.
A destilação de espíritos fortes obtidos de grãos (cereais) e de batata tem também uma longa história. De acordo com a lenda foi um irlandês, St. Patrick, quem aperfeiçoou o sistema de destilação de cereais malhados. A partir desta altura começou a fabricar-se o Whisky. Mas, no norte da Europa, quase todos os países aprenderam e ganharam reputação na obtenção de aguardentes produzidas por destilação de cereais.
A reputação conseguida pelos escandinavos baseou-se na Àquavit, obtida de cereais e de batata. Os Holandeses distinguiram-se com a Genebra (Genever/Gin Holandês), a Rússia com a Vodka. Na Inglaterra o Brandy foi e é ainda a grande moda, apesar do aparecimento de novas bebidas. Importavam-no de França, onde era vendido nas ruas, a copo. A palavra brandy foi adaptada pelos ingleses da palavra brandewijn que significa "vinho queimado". Muito cedo também apareceram os espirituosos provenientes de frutos selvagens e de vegetais fermentados e destilados. Na mesma época surgiram os "Moonshine", espíritos obtidos a partir de milho e centeio, atravéz dos quais se começaram a produzir os Whiskeys americanos. Pelos marinheiros que percorriam as rotas marítimas entre a Europa e a América foi descoberta a fórmula de obtenção  do rum através  da cana-de açúcar das Caraíbas.
 
O processo de destilação alcoólica
 
A palavra destilação deriva do verbo latino "destiillaire", que significa gotejar ou pingar, e é precisamente assim, em pequenas quantidades, que o líquido é obtido pelo processo de destilação (Pot Still). O que é o processo de destilação ? A transformação de líquidos de fraco teor alcoólico em líquidos de graduação alcoólica mais elevada, assim como a separação do álcool das substâncias fermentadas que o contêm, através do calor.
 
Tipos de destilação
A) Patent Still
 
b) Pot Still
 
Patente Still - Conhecido por Processo  Contínuo e por Coffey Still. Foi registado em 1831 pelo irlandês Aeneas Coffey, inspector do departamento de impostos. Funciona em laboração constante e não requer tanta atenção como o Pot Still. As vantagens deste sistema de destilação são imensas, especialmente a possibilidade de obter grandes quantidades de espírito num curto espaço de tempo e a baixo preço, mas também de inferior qualidade. Pot Still - Este sistema de destilação foi o primeiro a ser utilizado há centenas de anos. apesar de estar mais  aperfeiçoado é ainda um processo lento. Por esse motivo só se utiliza para produtos de alta qualidade, tais como : Malte, Whisky, Irish Whiskeys e a maioria dos tipos de rum escuros. Usa-se também para obter o espírito  de rectificação  utilizado na produção do Gin ou outras aguardentes brancas.
 
AGUARDENTES
As aguardentes são bebidas espirituosas obtidas por fermentação e destilação do mosto das uvas e outras matérias fermentáveis . Em alguns países as aguardentes são conhecidas por "Water  of Life", "Fire Water " ou "Eau-de Vie", em latim significa Áqua Vitae. Após a destilação as aguardentes são incolores e aromáticas.
Classificam-se da seguinte forma :
 - Aguardentes Vínicas - Cognac,  Armagnac
 - Aguardentes Velhas Portuguesas, Bagaceiras
 - Aguardentes de Frutas
 - Aguardentes de Cereais
 - Aguardentes de Vegetais
 
AGUARDENTES DE FRUTOS
Estas Aguardentes são espirituosas, destilados a partir de frutos fermentados tais como: Medronho, Pêssego, Ameixa, Maçâs, Pêras, Framboesas, Damascos, Amoras (são estes os mais conhecidos).
 
AGUARDENTE DE FIGO
Esta aguardente é produzida, principalmente, no Algarve e Alentejo. Obtém-se a partir de figos previamente esmagados e fermentados.
 
AGUARDENTE DE MEDRONHO
A aguardente de medronho è produzida a partir dos frutos com o mesmo nome (medronho) que se cultivam nas serranias do Algarve. Pode dizer-se que é uma bebida regional. No entanto também se produz noutras zonas do país, embora em menos quantidade.
 
A PRODUÇÃO
A fruta é fermentada em tanques de madeira ou barro. Actualmente a fermentação também se faz em depósitos de cimento, mas só em destilarias de significativa dimensão. A fermentação é natural e dura entre trinta a sessenta dias.
Os tanques devem ser cobertos com frutos esmagados para evitar o contacto com o ar. Hoje em dia existem destilarias semi-industriais. No entanto, a melhor aguardente é aquela que é produzida por destilação descontínua (fogo directo). Uma boa aguardente de medronho é transparente, com o cheiro e o gosto da fruta. Nas montanhas, uma boa agurdente deve ter 50º.
 
ENVELHECIMENTO
A qualidade da aguardente aumenta quando esta é amdurecida/envelhecida em barris durante oito anos. Este período de envelhecimento não deverá ser prolongado por mais tempo pois não terá qulquer efeito na qualidade da aguardente.
 
AGUARDENTE DE NÊSPERA
Produz-se na Ilha Terceira - Açores. É destilada a partir do sumo de nêsperas bem doces. A graduação alcoólica é de 40 a 45 graus. O seu aspecto é incolor e deve servir-se gelada. No entanto quando envelhecida em casco de carvalho toma uma cor ambar ou dourado escuro.
 
CALVADOS
Aguardente produzida na Normandia  (França), obtida a partir de maçâs maceradas e cidra, após uma segunda destilação. É envelhecida em cascos de carvalho. Tal como o Cognac e o Armagnac, a produção do Calvados também é controlada pelo governo Francês. Em 1942, o organismo que tutela a produção de Calvados acordou na demarcação das três zonas principais e nas sete pequenas sub-regiões, sendo a do Pays D'Auge aquela que produz a melhor aguardente Calvados. Quando é novo o Calvados tem um paladar muito semelhante à noz-moscada verde.
O Vieux (velho) tem no mínimo três anos de envelhecimento em casco.
O V.O. deverá ter no máximo quatro anos de envelhecimento.
O V.S.O.P. ou extra tem no mínimo cinco anos de envelhecimento, podendo ter até quinze anos de casco.
 
A sua graduãção alcoólica é de cerca de 40º Nos E.U.A. a aguardente Calvados é chamada Applejack.
 
WILLIAMINE
Uma aguardente de pêra, obtida a partir das famosas pêras "William's" depois da destilação do sumo fermentado. Produz-se na Suíça, no cantão de Valais. A sua graduação alcoólica é de 43º a 45º. O mesmo tipo de aguardente também designada Poire William ou apenas William é produzida em França e Alemanha.
 
MIRABELE
É uma aguardente francesa da zona da Alsácia. Obtém-se a partir de ameixas amarelas. O seu aspecto é incolor, sendo no entanto envelhecida em recipientes especiais de vidro e não pelos processos usuais. Tem um aroma acentuado ao fruto e a sua graduação alcoólica é de 45º
 
QUETSCHE
É uma aguardente francesa  e alemâ produzida na Alsácia. Obtem-se a partir de ameixas. Na Alemanha esta aguardente pode ainda chamar-se "Zwetschgen",  ou "Zwetschgenwasser". A sua graduação alcoólica é de 45º
 
SLIVOVITZ
É uma aguardente produzida na ex Jugoslávia, obtida a partir de ameixas e caroços semagados. As arvores produtoras destas ameixas têm pelo menos cerca de vinte anos.
A feremtação das ameixas faz-se por um período por cerca de três meses e depois uma dupla destilação. Esta aguardente é, normlmente, envelhecida por um príodo de três a cinco anos. Produz-se também na Republica Checa, na Eslováquia e na polónia. Tem um aspecto dourado e a sua graduação  alcoólica é de 40ºa 45º . Como curiosidade acrescentamos que na ex- Jugoslávia existiam, antes d guerra, cerca de 75 milhões de árvores produtoras deste tipo de ameixa, a maraska. .O nome original desta aguardente é Sljivovica. Na Roménia o mesmo tipo de aguardente chama-se Slibovvitza.

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O fenômeno da caipirinha brasileira

Qual é o segredo da cachaça para que faça sucesso tanto entre as classes mais populares do Brasil como nos salões mais excelentes?

As razões são várias:

No mercado existem marcas de cachaça para todos os gostos, desde as mais baratas, que podem custar o equivalente a um dólar, até as mais exclusivas, cujo preço se afasta do poder aquisitivo do cidadão brasileiro médio.

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Antiga moenda de madeira para cana-de-açúcar no Goiás

Antiga moenda de madeira para cana-de-açúcar no Goiás
Durante o processo de produção da cachaça, são gerados os seguintes resíduos: Ponteira da cana, vinhoto e bagaço.
A ponteira da cana-de-açúcar pode ser utilizada em silagem para alimentação animal. Já o bagaço é rico em fibras, porém pouco nutritivo, especialmente se o processo de moagem foi eficiente. O indicado é utilizá-lo depois de seco, nas caldeiras como substituto de parte da madeira, ou mesmo para a produção artefatos artesanais.
O vinhoto é comumente utilizado como fertilizante e também na produção de biogás em algumas destilarias. Entretanto, este subproduto não deve, de forma alguma ser jogado em rios ou leitos de água sem tratamento prévio por ser altamente poluente. A cachaça pode ser redestilada para produção de etanol, mas não é aconselhável o retorno deste produto ao destilador para ser reprocessado.
[editar] Legislação no Brasil
De acordo com o Decreto nº 4.851, de 2003, o artigo 92 diz o seguinte sobre a cachaça: Cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de trinta e oito a quarenta e oito por cento em volume, a vinte graus Celsius (°C), obtida pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro, expressos em sacarose.
O texto regulamentar básico editado pelo Governo brasileiro para disciplinar a produção e comercialização de cachaça no Brasil é a Instrução Normativa nº 13, de 29 de junho de 2005, baixada pelo Ministro da Agricultura e publicada no Diário Oficial da União de 30 de junho de 2006. A IN nº13/2005, como é conhecida, "Aprova o Regulamento Técnico para Fixação dos Padrões de Identidade e Qualidade para Aguardente de Cana e para Cachaça".
Conforme este Regulamento Técnico, a "Cachaça é a denominação típica e exclusiva da Aguardente de Cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 48% vol. (quarenta e oito por cento em volume) a 56% vol. (cinquenta e seis por cento em volume) a 20 °C, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até 6 g/L, expressos em sacarose e Aguardente de Cana é a bebida com graduação alcoólica de 38% vol. (trinta e oito por cento em volume) a 54% vol. (cinquenta e quatro por cento em volume) a 20 °C (vinte graus Celsius), obtida do destilado alcoólico simples de cana-de-açúcar ou pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar, podendo ser adicionada de açúcares até 6 g/L, expressos em sacarose"[3].
[editar] Dia nacional da cachaça
Em junho de 2009, no 12. Expocachaça, o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) oficializou o dia 13 de setembro como o Dia Nacional da Cachaça
[editar] Sinônimos de Cachaça
Durante mais de quatro séculos de história, a cachaça assumiu diversos sinônimos e apelidos carinhosos cunhados pelo criativo povo brasileiro. Algumas dessas palavras foram criadas com o objetivo de enganar a fiscalização da Metrópole portuguesa nos tempos em que a bebida era proibida nessas terras coloniais por fazer concorrência com o destilado europeu, a grápia.
Estão registrados em dicionários, sites e livros ao todo mais de setecentas palavras para se referir ao destilado nacional. [4].

    A

abre, abre-bondade, abre-coração, abrideira, abridora, aca, ácido, aço, acuicui, a-do-ó, água, água-benta, água-bórica, água-branca, água-bruta, água-de-briga, água-de-cana, água-de-setembro, água-lisa, água-pé, água-pra-tudo, água-que-gato-não-bebe, água-que-passarinho-não-bebe, aguardente, aguarrás, agundu, alicate, alpista, alpiste, amarelinha, amorosa, anacuíta, angico, aninha, apaga-tristeza, a-que-incha, aquela-que-matou-o-guarda, a-que-matou-o-guarda, aquiqui, arapari, ardosa, ardose, ariranha, arrebenta-peito, assina-ponto, assovio-de-cobra, azeite, azougue, azulada, azuladinha, azulina, azulzinha…

    B

bafo-de-tigre, baga, bagaceira, baronesa, bataclã, bicarbonato-de-soda, bicha, bichinha, bicho, bico, birinaite, birinata, birita, birrada, bitruca, boa, boa-pra-tudo, bom-pra-tudo, borbulhante, boresca, braba, branca, brande, branquinha, brasa, braseira, braseiro, brasileira, brasileirinha, brava, briba…

    C

cachorro-de-engenheiro, caeba, café-branco, caiana, caianarana, caianinha, calibrina, camarada, cambraia, cambrainha, camulaia, cana, cana-capim, cândida, canguara, canha, canicilina, caninha, caninha-verde, canjebrina, canjica, capote-de-pobre, cascabulho, cascarobil, cascavel, catinguenta, catrau, catrau-campeche, catuta, cauim, caúna, caxaramba, caxiri, caxirim, caxixi, cem-virtudes, chá-de-cana, chambirra, champanha-da-terra, chatô, chica, chica-boa, chora-menina, chorinho, choro, chuchu, cidrão, cipinhinha, cipó, cobertor-de-pobre, cobreia, cobreira, coco, concentrada, congonha, conguruti, corta-bainha, cotréia, crislotique, crua, cruaca, cumbe, cumbeca, cumbica, cumulaia, cura-tudo…

    D

danada, danadinha, danadona, danguá, delas-frias, delegado-de-laranjeiras, dengosa, desmanchada, desmanchadeira, desmancha-samba, dindinha, doidinha, dona-branca, dormideira…

    E

ela, elixir, engenhoca, engasga-gato, espanta-moleque, espiridina, espridina, espírito, esquenta-aqui-dentro, esquenta-corpo, esquenta-dentro, esquenta-por-dentro, estricnina, extrato-hepático…

    F

faz-xodó, ferro, filha-de-senhor-de-engenho, filha-do-engenho, filha-do-senhor-do-engenho, fogo, fogosa, forra-peito, fragadô, friinha, fruta…

    G

garapa-doida, gás, gasolina, gaspa, gengibirra, girgolina, girumba, glostora, goró, gororoba, gororobinha, gramática, granzosa, gravanji, grogue, guampa, guarupada…

    H

homeopatia…

    I

iaiá-me-sacode, igarapé-mirim, imaculada, imbiriba, incha, insquento, isbelique, isca…

    J

já-começa, jamaica, januária, jeriba, jeribita, jinjibirra, juçara, junça, jura, jurubita, jurupinga…

    L

lágrima-de-virgem, lamparina, lanterneta, lapinga, laprinja, lebrea, lebréia, legume, levanta-velho, limpa, limpa-goela, limpa-olho, limpinha, linda, lindinha, linha-branca, lisa, lisinha…

    M

maçangana, maçaranduba, maciça, malafa, malafo, malavo, malunga, malvada, mamadeira, mamãe-de-aluana, mamãe-sacode, manduraba, mandureba, mangaba, mangabinha, marafa, marafo, maria-branca, maria-meu-bem, maria-teimosa, mariquinhas, martelo, marumbis, marvada, marvadinha, mata-bicho, mata-paixão, mateus, mé, melé, meleira, meropéia, meu-consolo, mezinha, miana, mijo-de-cão, mindorra, minduba, mindubinha, miscorete, mistria, moça-branca, moça-loura, molhadura, monjopina, montuava, morrão, morretiana, muamba, mulata, mulatinha, muncadinho, mundureba, mungango…

    N

não-sei-quê, negrita, nó-cego, nordígena, número-um…

    O

óleo, óleo-de-cana, omim-fum-fum, oranganje, oroganje, orontanje, oti, otim, otim-fifum, otim-fim-fim…

    P

panete, parati, parda, parnaíba, patrícia, pau-de-urubu, pau-no-burro, pau-selado, pé-de-briga, péla-goela, pelecopá, penicilina, perigosa, petróleo, pevide, pílcia, pilóia, pilora, pindaíba, pindaíva, pindonga, pinga, pingada, pinga-mansa, pinguinha, piraçununga, piribita, pirita, pitianga, pitula, porco, porongo, preciosa, prego, presepe, pringoméia, pura, purinha, purona…

    Q

quebra-goela, quebra-jejum, quebra-munheca, quindim…

    R

rama, remédio, restilo, retrós, rija, ripa, roxo-forte…

    S

salsaparrilha-de-brístol, samba, santa-branca, santamarense, santa-maria, santinha, santo-onofre-de-bodega, semente-de-arrenga, sete-virtudes, sinhaninha, sinhazinha, sipia, siúba, sorna, sumo-da-cana, sumo-de-cana-torta, suor-de-alambique, suor-de-cana-torta, supupara, suruca…

    T

tafiá, talagada, tanguara, teimosa, teimosinha, tempero, terebintina, tiguara, tindola, tíner, tinguaciba, tiguara, tiquara, tira-calor, tira-juízo, tira-teima, tira-vergonha, titara, tiúba, tome-juízo, três-martelos, três-tombos…

    U

uca, uma-aí, unganjo, upa, urina-de-santo…

    V

vela, veneno, venenosa, virge, virgem…

    X

xarope-de-grindélia, xarope-dos-bebos, xarope-galeno, ximbica, ximbira, xinabre, xinapre…

    Z

zuninga…

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