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Cachaça (186)

Gastronomia em Foz do Iguaçu

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Gastronomia em Foz do Iguaçu

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Revolta da Cachaça


    


Por Tiago Ferreira da Silva
Para evitar concorrência do monopólio português de vinho e aguardente, em 1647 cria-se a Carta Régia que impedia a comercialização destes produtos fora do domínio português. Entretanto, o documento abria exceção à produção de cana-de-açúcar  no estado do Pernambuco, onde o aguardente era comercializado pelos escravos.

Após a expulsão definitiva dos holandeses, em 1654, a produção açucareira teve uma brusca queda. Os fazendeiros, então, decidiram explorar a cana produzida no Nordeste, o que contrariava os interesses dos portugueses em obrigar a importação de uma bebida criada com os bagaços da uva (bagaceira). Em 1659, Portugal endossou a proibição da cana e ameaçou deportar e prender escravos e fazendeiros que não cumprissem suas exigências.

No Rio de Janeiro, o governador Salvador Correia de Sá permitiu a comercialização da cana, já que o estado era um dos maiores produtores de cachaça. Entretanto, decidiu cobrar imposto sobre a produção. Em 31 de janeiro de 1660, os vereadores aprovaram o projeto de lei, usando-a como alternativa econômica para a crise do açúcar que se instalara.

Porém, os fazendeiros continuavam insatisfeitos. Acharam que a Coroa queria obter uma grande margem de lucro com os tributos e organizaram um motim na região da Baía de Guanabara, onde hoje situam-se as cidades de Niterói e São Gonçalo.

Os revoltosos conseguiram posse de armamentos e invadiram as residências das autoridades locais. Eles exigiam o fim das taxas e a devolução dos impostos cobrados. Cerca de 110 senhores de engenho organizavam reuniões na fazenda de Jerônimo Barbalho Menezes de Bezerra e, no dia 8 de novembro de 1660, sob sua liderança, incitaram a população a se reunir na Câmara da Baía de Guanabara. Neste momento, o governador Salvador de Sá estava ausente devido a uma visita a São Paulo; em seu lugar, estava seu tio Tomé de Sousa Alvarenga.

Mesmo assim, não hesitaram em prender Alvarenga e deportá-lo para Portugal. Em seu lugar, exigiram que Agostinho Barbalho fosse governador. Sem acatar o pedido dos revoltosos, refugiou-se no Mosteiro de São Francisco, de onde foi arrancado à força.

Como governador, Barbalho mostrou-se favorável à família Sá e conseguiu o reconhecimento efetivo de seu cargo por Salvador de Sá. Indignados com as decisões dele, os revoltosos conduziram seu irmão Jerônimo Barbalho ao cargo de governador. Acatando a vontade dos revoltosos, Jerônimo exerceu um mandato autoritário, perseguindo os jesuítas que apoiavam a família Sá.

Em 6 de abril de 1661, o ex-governador Salvador de Sá articula uma investida com o apoio de tropas baianas, enfrentando os revoltosos sem resistência. Salvador de Sá ordena a prisão de todos eles e o enforcamento de Jerônimo Barbalho, expondo sua cabeça decapitada em praça pública.

A Coroa portuguesa repudia o ato violento de Sá e manda soltar todos os presos revoltosos. Em 1661, finalmente, a regente Luísa Gusmão considera legal a produção da cachaça no Brasil e legitima o episódio conhecido como Revolta da Cachaça.

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História da destilação e das aguardentes

 

    História da destilação e das aguardentes


    Existe um ar de mistério, mitológico e mágico acerca dos espíritos (aguardentes) que durante séculos sempre foram considerados como contendo poções mágicas e grande reputação de portadores de elixir para prolongamento da vida e cura de doenças.

    Torna-se difícil afirmar onde e quando começaram a ser feitas as primeiras destilações do vinho ou outras bebidas fermentadas.
    No entanto, pode afirmar-se que nos tempos do velho Egipto já se conhecia a arte de destilar.
    Na China, por exemplo, foram escritas fórmulas de destilação de espíritos fortes, através da fermentação do arroz, no ano 1000 a.C.
    No século VIII um alquimista e filósofo árabe, chamado Geber, escreveu um enorme tratado sobre destilação de aguardente de vinho.
    Ele aperfeiçoou os seus métodos numa vasilha que mais tarde se denominou de alambique.
    Quando os árabes (colegas de Geber) conquistaram Espanha, introduziram na Europa esta inteligente forma de destilar. Hoje mais aperfeiçoada e sofisticada continua a ser usada sob a designação "Pot Still".
    O segredo da destilação espalhou-se rapidamente pela Europa. No ano 1310, um químico francês, chamado Villanova, aperfeiçoou este processo e chamou ao produto obtido "a água de ouro que fortalece o corpo e preserva a vida".
    No período da peste negra que arrasou a Europa, em meados do século XIV, muitos dos curandeiros e físicos daquele tempo prescreviam as aguardentes como tónico e purificantes para tornar a água potável.
    Gradualmente o processo de destilação foi passando do controle dos monges e doutores para o dos produtores de vinho e para as fábricas.
    Como exemplo, em França sempre que as uvas eram pobres em qualidade para a produção de vinho, os produtores convertiam-nas em aguardente.
    A destilação de espíritos fortes obtidos de grãos (cereais) e de batata tem também uma longa história.
    De acordo com a lenda foi um irlandês, St. Patrick, quem aperfeiçoou o sistema de detilação de cereais malhados. A partir desta altura começou a fabricar-se o Whisky. Mas, no norte da Europa, quase todos os países aprenderam e ganharam reputação na obtenção de aguardentes produzidas por destilação de cereais.
    A reputação conseguida pelos escandinavos baseou-se na Aquavit, obtida de cereais de batata.
    Os holandeses distinguiram-se com a Genebra (Genever/Gin Holandes), a Rússia com a Vodka. Na Inglaterra o Brandy foi e é ainda a grande moda, apesar do aparecimento de novas bebidas.
    Importavam-no de França, onde era vendido nas ruas, a copo. A palavra brandy foi adaptada pelos ingleses da palavra brandewijn que significa "vinho queimado".
    Muito cedo também apareceram os espirituosos provenientes de frutos selvagens e de vegetais fermentados e destilados. Na mesma época surgiram os "Moonshine", espíritos obtidos a partir de milho e centeio, através dos quais se começaram a produzir os whiskeys americanos.
    Pelos marinheiros que percorriam as rotas marítimas entre a Europa e a América foi descoberta a fórmula de obtenção do rum através da cana-de-açúcar das Caraíbas.

    O processo de destilação alcoólica

    A palavra destilação deriva do verbo latino "destillaire", que significa gotejar ou pingar, e é precisamente assim, em pequenas quantidades, que o líquido é obtido pelo processo de destilação (Pot Still).
    O que é o processo de destilação? A transformação de líquidos de fraco teor alcoólico em líquidos de graduação alcoólica mais elevada, assim como a separação do álcool das substâncias fermentadas que o contêm, através do calor.

    Tipos de destilação

    a ) Patent Still
    b ) Pot Still

    Patent Still - Conhecido por Processo Contínuo e por Coffey Still.
    Foi registado em 1831 pelo irlandês Aeneas Coffey, inspector do departamento de impostos.
    Funciona em laboração constante e não requer tanta atenção como o Pot Still. As vantagens deste sistema de destilação são imensas, especialmente a possibilidade de obter grandes quantidades de espírito num curto espaço de tempo e a baixo preço, mas também de inferior qualidade.
    Pot Still - Este sistema de destilação foi o primeiro a ser utilizado há centenas de anos. Apesar de estar mais aperfeiçoado é ainda um processo lento. Por esse motivo só se utiliza para produtos de alta qualidade, tais como: Malte Whisky, Irish Whiskeys e a maioria dos tipos de rum escuros. Usa-se também para obter o espírito de rectificação utilizado na produção do Gin ou outras aguardentes brancas.

    AGUARDENTES

    As aguardentes são bebidas espirituosas obtidas por fermentação e destilação do mosto das uvas e outras matérias fermentáveis. Em alguns países as aguardentes são conhecidas por "Water of Life", "Fire Water" ou "Eau-de Vie", em latim significa Aqua Vitae.
    Após a destilação as aguardentes são incolores e aromáticas.
    Classificam-se da seguinte forma:

    * Aguardentes Vínicas - Cognac, Armagnac


    * Aguardentes Velhas Portuguesas, Bagaceiras


    * Aguardentes de Frutas


    * Aguardentes de Cereais


    * Aguardentes de Vegetais


    cumps.
    judas

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HISTÓRIA DA CACHAÇA


Coleção e texto: Luiz Edmundo Costa

        Aqueles que se ligam à cachaça de uma forma ou de outra, por fabricá-la, por vendê-la ou por bebê-la, já devem Ter ouvido aquela história.
        “Nosso Senhor Jesus Cristo, quando caminhava por uma estrada, morrendo de sede, debaixo de um sol causticante, avistou um canavial. Protegendo-se do sol entre sua folhagem, refrescou-se do calor. Depois de descascar uma cana, chupou alguns gomos, saciando sua sede. Ao ir embora, para seguir viagem, estendeu suas mãos por sobre o canavial, abençoando-o desejando que das canas o homem haveria de tê-las sempre boas e doces. Em um outro dia, o diabo, passando pela mesma estrada, foi dar no mesmo canavial. Ali parando, resolveu refrescar-se. Cortou um pedaço da cana e começou a chupar um gomo, mas seu caldo estava azedo, e quando por ele foi engolido, desceu garganta abaixo queimando-lhe as ventas. Irritado, o diabo prometeu que da cana o homem tiraria uma bebida tão forte e ardente quanto as caldeiras do inferno”.
         “Daí surge o açúcar abençoado por Nosso Senhor e a cachaça amaldiçoada pelo diabo".
    

        A origem do nome “Cachaça” é desconhecida, mas alguns acreditam que ela vem do castelhano “Cachaza” que significa vinho de borra. Outros acham que é de origem africana. Mas Silveira Bueno em seu Dicionário Escolar da Língua Portuguesa diz: “Cachaça era sinônimo de porco (cachaço) e de porca(cachaça). Como a carne fosse dura, molhavam-na com aguardente para amaciá-la. Passando assim, o nome de porca (cachaça) a significar aquela aguardente que hoje todos conhecemos com o nome de cachaça”.
        Desde que a cachaça é cachaça, sempre teve o nome de cachaça. Mas os que bebem, gostam de chamá-la de um jeitinho especial. Tem aqueles que batizam a cachaça com sinônimos: aca, aguardente, birita, cana, caninha, calibrina, cumbé, caiana, caxixi, jinjibirra, marato, monjopina, parati, pinga, tafia, tiquirá, uca, etc.

   
           
    

        Há os que a chamam por objetivos: abrideira, azuladinha, branquinha, brasileira, boa, danada, espírito, elixir, homeopatia, imaculada, limpa, lisa, malvada, perigosa, preciosa, pura purinha, remédio, teimosa, etc.
        Ainda vamos encontrar os que preferem exaltar jocosamente suas propriedades: Aquela que matou o guarda, água benta, água de briga, água de cana, água que gato ou passarinho não bebe, arrebenta peito, engasga gato, espanta moleque, esquenta por dentro, guarda chuva de pobre, já começa, mata bicho, meu consolo, quebra goela, sumo de cana, suor de alambique, tira juízo, tira teima, etc.
        Ainda poder-se-á chamá-la por nomes de mulheres: Dona Branca, Maria Branca, Santa Maria, Sinhazinha e vai por aí a fora.
        O “Caxixi”, por exemplo, é a cachaça de péssima qualidade, a primeira a cair do alambique. A de mau gosto é chamada de “ACA”. A “CAIANA”, originariamente era produzida com cana CAYANA e o “TÁFIA” era produzida do melaço.
        Quando a cachaça transpõe fronteiras, nos Estados Unidos passa a se chamar SUGAR CANE BRANDY, na França, EAU DE VIE e na Alemanha, SCHNAPS.
    
Definição:

        A aguardante é uma bebida de alto teor alcóolico, obtida por destilação de cereais, frutas, raízes, sementes, tubérculos, castanhas, vinhos, plantas, melaços e gramíneas. A cachaça, uma aguardente obtida por fermentação e destilação das limpaduras do suco da cana ou das bordas do melaço.

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História da Pinga

 

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana de açúcar em um tacho ePinga levavam ao foto.
Não podiam parar de mexer e com serviço ainda por terminar, os escravos pararam e o melado desandou.

O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e mistruraram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.

Resultado: o “azedo” do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça que pingava.

Daí o nome “Pinga”. Quando a pinga batia nas costas marcadas das chibatadas ardia muito, por isso deram o nome de “Água Ardente”.

Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos viam que, com tal goteira, ficavam alegre e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

Fonte: História contada no Museu do Homem do Nordeste – Recife PE. Brasil.

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História do aguardente

a história da aguardente (ou: pinga também é cultura)
ultramanzeca
Ultra Kyodai

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Registro: 04/05/2003
Local: interior - SP - Brasil
Idade: 44 anosSexo Masculino
    
 Postado em 07/03/2005 23:36:00    
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou!
O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o "azedo" do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e se formaram no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome "PINGA".
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de "ÁGUA-ARDENTE". Caindo em seus rostos e escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.
Hoje, como todos sabem, a AGUARDENTE é símbolo nacional!!!
História contada no Museu do Homem do Nordeste

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aula de cachaça

Aula 1 – 50 minutos


Professor(a), esta aula deve ser desenvolvida na sala de informática. No dia da aula, na sala de aula, pergunte a turma se todos conhecem a cachaça (todos irão responder que sim) e então faça a pergunta: De que a cachaça é feita? Qual a diferença entre aguardente e cachaça? Provavelmente a turma ficará eufórica. Espere até que eles se acalmem, ouça algumas respostas e então fale que a aula se trata deles verem uma aplicabilidade da química orgânica, não devendo ser aceito com maturidade e que será utilizado o laboratório de informática para responder essas perguntas.

Desenvolvendo a aula:
No laboratório de informática, separe os alunos em grupos de modo que eles saibam trabalhar em grupo e peça para que eles iniciem a simulação presente no site do LabVirt: http://www.labvirtq.fe.usp.br/simulacoes/quimica/sim_qui_alcoolismo.htm
Em seguida faça as seguintes perguntas:
De acordo com a simulação, qual a composição da cachaça? Como ela é feita? Diga as etapas utilizadas para produzir a cachaça a partir da cana-de-açúcar?
Definição:
A legislação brasileira atual (decreto nº 4072, de 2002) define aguardente de cana como sendo toda bebida obtida do destilado alcoólico simples de cana de açúcar ou pela destilação do mosto fermentado de cana de açúcar, com graduação alcoólica variando entre 38 e 54% v/v, à 20 ºC.
E a Cachaça é definida como uma aguardente de cana de fabricação exclusivamente brasileira, com graduação alcoólica mais controlada (de 38 a 48 % v/v, à 20 oC). (graduação equivale a porcentagem de álcool na bebida)
(observe os termos porcentagem, v/v (volume sobre volume), que poderão ser esclarecidos aos alunos).
Histórico do aguardente:
Alguns relatos contam que os antigos egípcios foram os primeiros povos a utilizar vapores de líquidos fermentados e aromatizados para cura de diversos tipos de moléstias (inicialmente foi utilizado para fins medicinais).
Os gregos registram o processo da ácqua ardens. A água que pega fogo, ou seja, pré-supõe, ter vindo daí a denominação aguardente utilizada até hoje. Nos registros do Tratado de Ciências escrito por Plínio, um filósofo, que viveu entre os anos de 23 e 79 depois de Cristo, ele conta que apanhava o vapor da resina de cedro, do bico de uma chaleira, com um pedaço de lã.
Embora os Egípcios tivessem sido os primeiros a construir alambiques, cujos desenhos dornam um velho templo de Mênfis, foi da língua Árabe que nasceram os termos lambique ("al ambic") e álcool ("al cóhol"), significando, o primeiro, vaso destilatório, e, o segundo, embora querendo designar um pó muito duro à base de chumbo ou antimónio, exprime a ideia de ténue e subtil, significando vapores de destilação. Com a expansão do Império romano a aguardente chega a Europa e ao Oriente Médio. Sendo assim, os árabes desenvolveram os primeiros equipamentos para destilação, os famosos alambiques, semelhantes aos utilizados até hoje. A partir daí a aguardente se torna um estudo para os alquimistas que atribuem a ela propriedades místico-medicinais (Água da longevidade, elixir da longevidade).
Mas foi na Idade Média, em 1250, que Arnaut de Villeneuve (francês) estudou a destilação do vinho e descobriu o espírito ("l’esprit") que ele contém, seguindo-se um seu contemporâneo, Raymond Lulle, que preparou a aguardente (l’eau ardente), obtendo-a após 3 a 4 destilações consecutivas, em fogo muito lento; o espírito do vinho foi designado "quintessence", sendo as quatro primeiras essências a Terra, a Água, o Ar e o Fogo.
A partir de 1730, torna-se habitual o "envelhecimento" das aguarden tes para delas se retirar o melho r proveito, pois melhoram e ficam mais apuradas, mais penetrantes e com uma cor mais atrativa.
No decorrer do século XX, houve uma evolução no sentido de se obterem álcoois de bom gosto e aroma, generalizando-se o consumo de aguardentes puras.
Histórico da aguardente/cachaça no Brasil:
No Brasil, a cana de açúcar serviu para suprir o mercado europeu no período colonial, devido ao fato de nosso clima ser distinto do europeu. A aguardente de cana propriamente dita surgiu ao acaso, a partir das impurezas retiradas durante o processo de fervura do caldo da cana, no processo da produção de açúcar. A este líquido foi dado o nome de cagaça, muito apreciado pelos escravos. E é esta cachaça que mais tarde, ao ser destilada, dará origem à cachaça ou pinga.
De meados do século XVI até o XVII, alguns engenhos resolveram dar mais valor a cachaça, dividindo a atenção de sua produção. O fato repercutiu com tanta intensidade que se observou a diminuição do consumo da bagaceira e do vinho portugueses. Como medida para conter essa diminuição, a Corte Portuguesa proibiu sua produção, comercialização e até seu consumo (sendo o seu comércio ilegal).
Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado (cachaça). Em 1756 a Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.
Para a Cachaça são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o literário, para manter as faculdades da Corte.
Por este fato, a cachaça foi um símbolo dos Inconfidentes mineiros, como representação da resistência à dominação da metrópole.
Posteriormente, com o fim da mão de obra escrava e o aumento do consumo do café, inicia-se uma fase de valorização às referências européias. Neste contexto, a cachaça é mais uma vez marginalizada, só sendo retomada sua defesa pelos modernistas, durante a Semana de Arte Moderna de 1922, como símbolo nacional, juntamente com o samba e a feijoada.
Utilização:
Nos engenhos, a cachaça tinha as funções de desjejum, mata-bicho, esti mulante, remédio.
Para os navios negreiros e la era utilizada como moeda (juntamente com o tabaco) p ara a compra de escravos.
Origem da palavra:
A origem do nome “Cachaça” não possui uma única linha de estudo, mas alguns pesquisadores acreditam que ela vem do castelhano “Cachaza” que significa vinho de borra. Outros acham que é de origem africana.
Silveira Bueno em seu Dicionário Escolar da Língua Portuguesa diz: “Cachaça era sinônimo de porco (cachaço) e de porca(cachaça). Como a carne fosse dura, molhavam-na com aguardente para amaciá-la. Passando assim, o nome de porca (cachaça) a significar aquela aguardente que hoje todos conhecemos com o nome de cachaça”.
Quando a cachaça transpõe fronteiras, nos Estados Unidos passa a se chamar SUGAR CANE BRANDY, na França, EAU DE VIE e na Alemanha, SCHNAPS.
Modo de Produção
De modo simples, o processo de produção da cachaça possui quatro etapas: corte da cana, fermentação, destilação e envelhecimento.
Corte:
O primeiro passo é o corte da cana e a extração da garapa ou suco da cana que precisa ser bastante limpa para obter-se um produto de qualidade. No Brasil, a cana de açúcar atinge o ponto máximo de sacarose entre junho e julho e o solo ideal deve ter o pH entre 4,5 e 6. Outro fator importante sobre o corte é que a cana verde vai produzir metanol, o que é indesejável em uma boa "cana".
Fermentação:
A fase da fermentação é onde o açúcar é transformado em álcool. A fermentação é dita artesanal quando acontece de forma espontânea a partir da cana moída.
A fermentação caipira consiste em introduzir na garapa agentes catalisadores como o fubá, farelo de trigo, arroz, soja ou milho. Nos alambiques artesanais, a fermentação deve durar aproximadamente 18 horas. (produção de cachaça)
A fermentação industrial é induzida por agentes químicos. (produção da aguardente)
Na fase de fermentação é que deve ser tomada a decisão de fazer ou não a infusão de frutas, ervas ou outros elementos que, ao fermentar junto com a garapa, darão sabor ao álcool.
Destilação:
Esta é a fase final do processo de produção da cachaça. A garapa fermentada é levada para o alambique onde é aquecida e o álcool é concentrado. Como o álcool tem um ponto de evaporação mais baixo que a água, ele se d esprende da garapa primeir o produzindo o que se chama "cachaça de cabeça", que é extremamen te forte, por volta de 75o GL, e possui muitos elementos não desejados como o metano l. Conforme a destilação prossegue, cada vez mais água vai sendo adicionada à cachaça, chegando ao ponto onde não temos praticamente mais álcool. Isso é o que se chama de "cauda". Então para se ter um produto de melhor qualidade, corta-se grande parte da cabeça e da cauda da batelada.
Envelhecimento:
A partir da destilação, a cachaça poderá ser engarrafada ou envelhecida em madeira. O importante no envelhecimento é permitir a oxidação do álcool. Então um recipiente de metal não permitirá o envelhecimento adequado por não permitir entrada do ar. Podem ser usados vários tipos de madeira como o carvalho, ipê, pau d’água, etc. Deve-se escolher um bom recipiente de envelhecimento é fundamental para o sabor final do produto, pois ele é fator determinante para a qualidade/característica da cachaça/aguardente.
A partir dessas informações e das existentes na simulação, solicite que os alunos elaborem e gravem o produto da aula.

Aula 2 – 50 minutos


Professor(a), esta aula deve ser desenvolvida na sala de informática. Antes do inicio da aula explore o site e baixe (download) o arquivo em pdf: “Drogas: cartilha álcool e jovens” e o explore, então, crie um atalho em cada computador, no desktop, para acessa-la.
No dia da aula, na sala de aula, esclareça a turma que eles irão fazer uma pesquisa sobre o tema alcoolismo entre os jovens e os adolescentes utilizando inicialmente uma cartilha já existente (no desktop) e em seguida utilizar sites para consulta/pesquisa (fique atento sobre a fidedignidade/validade das informações obtidas nos sites, dê preferência a sites de universidades e/ou entidades que entendam do assunto – exemplo de um site: http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/etanol5.htm)
No laboratório de informática, separe os alunos em grupos de modo que eles saibam trabalhar em grupo e faça que cada grupo explore o site http://www. ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/etanol5.htm. Em seguida, faça uma pequen a discussão sobre a influência das drogas (em especial o álcool) na vida de cada um. Esclareça que os alunos já viram como se produz uma bebida alcoólica (aguardente/cachaça) e devem discutir a razão dela ser utilizada pela Sociedade, seus pontos positivos e negativos. Em seguida peça que os alunos aprofundem essa d iscussão obtendo conhecimentos (via internet) pois cada grupo deverá, ao final, elaborar um folder sobre e sse assunto.

Atividade Complementar:
Elaboração de um seminário por grupo do assunto discutido (cada grupo deverá abordar um tema da aula. Sugestões:

    Histórico da cachaça/aguardente;
    definição e classificação da cachaça/aguardente;
    Método de Produção da cachaça/aguardente;
    bebida e adolescente e
    dependência química da bebida entre os adolescente (explicar inclusive como ocorre essa dependência do organismo com o efeito do álcool – procurar o(a) professor(a) de biologia para melhor orientar o grupo).

Avaliação
A avaliação dos alunos pode ser feita da seguinte maneira:
• Você, professor(a), pode pedir que os alunos seminário sobre o assunto (se for viável, utilizando recursos tecnológicos como o datashow);
• Você, professor(a), pode solicitar que os alunos façam um folder sobre o alcoolismo entre os jovens/adolescentes.

Portal do professor

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Dez mil anos de pileque - a história da bebida



Muito antes da era do bafômetro, o álcool era sagrado para a humanidade. E foi isso que fez o mundo ser o que é hoje
por Texto Bruno Garattoni

De uns tempos para cá, a bebida alcoólica virou a grande vilã da sociedade. Vicia, engorda, causa acidentes de trânsito. No mundo moderno, o álcool é meio malvisto. Só que nossos antepassados não pensavam assim: todo mundo enchia a cara (em alguns casos, até as crianças), em quantidades chocantes para os padrões atuais – no século 19, as pessoas bebiam o dobro de hoje. Mais surpreendente ainda é descobrir que esse porre histórico teve um papel fundamental: ajudou a humanidade a superar epidemias, desbravar o planeta, construir impérios, vencer guerras, organizar sociedades democráticas e inventar tecnologias essenciais para o dia-a-dia de todo mundo. As pirâmides do Egito, as Grandes Navegações, os EUA, o feminismo, o leite em caixinha... sem bebida, essas coisas não existiriam (ou seriam muito diferentes). Afinal, o pileque é intrínseco ao ser humano: das frutinhas fermentadas que os primatas ingeriam aos últimos avanços da química orgânica – como o álcool que não dá ressaca –, a evolução e a birita andam de mãos dadas. Trocando as pernas, cambaleando e tropeçando de vez em quando. Mas sempre juntas.

Um belo dia, alguém descobriu que era possível reaproveitar as sementes das plantas para fazer novas plantas. Nascia a agricultura, e com ela a bebida. A primeira poção alcoólica foi preparada na China, por volta do ano 8000 a.C. A análise de jarros encontrados em Jiahu, no norte do país, mostrou que eles continham um drinque feito de arroz, mel, uvas e um tipo de cereja, tudo fermentado. Não se sabe exatamente a graduação alcoólica dessa poção, mas uma experiência revelou pistas. “Fica entre a cerveja e o vinho”, revela o arqueólogo e químico Patrick McGovern, da Universidade da Pensilvânia, que reproduziu a receita em laboratório e achou o resultado um pouco amargo. A civilização dos sumérios (na confluência dos rios Tigre e Eufrates, atual Iraque) aperfeiçoou a fórmula e criou 19 tipos de bebida alcoólica – 16 deles à base de trigo e cevada. Estava criada a cerveja. Era uma bebida de elite, que os aristocratas sumérios bebiam com canudinhos de ouro. Mas logo chegaria ao povão. Cada um dos trabalhadores que construíram as pirâmides de Gizé, no Egito, ganhava 5 litros de cerveja por dia. Ela era considerada “pão líquido”, um alimento fundamental para que os operários agüentassem uma jornada puxadíssima – e cujas propriedades embriagantes ajudavam a contentar a massa. Dois mil e quinhentos anos antes de Cristo, encher a cara de cerveja já havia se tornado um hábito comum. Talvez por isso, a elite tenha começado a migrar para outro tipo de bebida alcoólica: o vinho. O rei Tutancâmon, que morreu em 1300 a.C., foi sepultado com nada menos que 26 jarras de vinho, de 15 tipos diferentes, para não passar vontade no além (os egípcios acreditavam em vida após a morte). E a manguaça pegou. “Por volta do ano 1000 a.C., o álcool já era consumido por todas as civilizações, da África à Ásia”, afirma o inglês Iain Gately em seu livro Drink: A Cultural History of Alcohol (“Drinque: Uma História Cultural do Álcool”, sem versão em português). Os gregos cultivavam nada menos que 60 variedades de vinho, e até chegaram a inventar um jogo baseado nele. Era o kottabos, que consistia em despejar numa vasilha o restinho de bebida que sobrasse no copo. Se o líquido não estalasse ao bater na vasilha, isso significava que Afrodite, a deusa do amor, estava de mal com o pinguço.

Em Roma, o vinho adquiriu relevância geopolítica. Ele passou a ser produzido em grande escala, pois sua exportação era vital para manter a estabilidade nas províncias do império. E os soldados romanos, que levavam a bebida para desinfetar a água dos lugares por onde passavam, logo descobriram outra grande utilidade do álcool: ele podia servir como uma espécie de arma química contra os inimigos. Quando chegavam a territórios que desejavam conquistar, uma de suas estratégias era fingir amizade e dar vinho para os povos locais beberem. No dia seguinte, quando as vítimas estavam acordando de ressaca, os romanos voltavam e faziam um massacre. “Se você estimular que eles [os inimigos] bebam em excesso, e der a eles quanta bebida quiserem, será mais fácil derrotá-los”, ensinou o historiador romano Tácito. Mas o álcool não servia apenas para incapacitar as pessoas. Ele também era considerado um remédio. No século 14, a peste negra se espalhava pela Europa, matando 90% das pessoas que infectava. Mas ,quando a epidemia chegou à cidade de Oudenburg, na Bélgica, o abade local proibiu o consumo de água e obrigou os cristãos a beber só cerveja. Por incrível que pareça, deu certo: muitos deles sobreviveram à peste (pois a cerveja, graças ao álcool, era menos contaminada que a água). O abade foi canonizado, e virou o padroeiro da cerveja – santo Arnoldo.

Com o fim da epidemia, a Europa se recuperou e uma nova aventura começou a se delinear – as Grandes Navegações. Nelas, mais uma vez, o álcool teve um papel central. A expedição comandada pelo português Fernão de Magalhães conseguiu dar, pela primeira vez na história, uma volta completa no globo terrestre. Foi um enorme porre: Magalhães investiu mais em bebida do que em armas, e sua esquadra de 5 navios carregava um gigantesco suprimento de vinho (cujo valor seria suficiente para comprar mais duas caravelas). Já o navio Arbella, no qual os ingleses foram colonizar a América, levava inacreditáveis 40 mil litros de cerveja e 40 mil litros de vinho – contra apenas 12 mil litros de água. Nenhum navegador que se prezasse entrava no mar sem o “tanque cheio”.

Nessa mesma época, a produção de cachaça foi proibida no Brasil, pois Portugal queria garantir o mercado local para seus vinhos. Aí os senhores de engenho começaram a exportar, clandestinamente, a bebida para Angola – onde era trocada por escravos. Os ingleses também faziam isso, e muito: entre 1680 e 1713, trocaram 5,2 milhões de litros de bebida por 60 mil africanos (cada escravo valia 86 litros de rum, o que dá R$ 850 em valores atuais). Mas ela não foi só moeda de troca da escravidão; também ajudou o Novo Mundo a se libertar. Em 1764, a Inglaterra restringiu o comércio de bebida alcoólica, que os colonos americanos importavam e exportavam em grande quantidade. Isso gerou uma insatisfação que viria a explodir, 11 anos mais tarde, numa guerra. Liderados pelo general George Washington, que era dono de uma fábrica de uísque, os soldados americanos se embebedavam durante o combate – cada um tomava 1 litro de rum por dia. Em 1776, a Declaração de Independência dos EUA foi escrita por Thomas Jefferson num bar – e o primeiro a assiná-la foi um contrabandista de vinho, John Hancock.

Mulheres unidas pelo goró

A Revolução Industrial mudou completamente a fabricação de bebidas: elas ficaram mais baratas e passaram a ser produzidas (e consumidas) em enorme quantidade. Em 1830, cada americano entornava o equivalente a 10 litros de álcool puro por ano, nível superior ao de hoje (8,5 litros). É muita coisa: dá 250 litros de cerveja ou 90 de vinho. Foi aí que o alcoolismo, até então apenas uma inconveniência, passou a ser visto como doença séria – e surgiram as primeiras campanhas e associações contra a bebida, que rapidamente conquistaram mais de 500 mil adeptos nos EUA. Alheio a tudo isso, na França, o químico Louis Pasteur estava prestes a fazer uma dos maiores invenções da história. Tentando entender a transformação do açúcar em álcool, ele acabou descobrindo uma técnica revolucionária: a pasteurização, que hoje em dia é usada na produção de leite, iogurte, sorvete e sucos industrializados. Ou seja: se Pasteur não tivesse se metido a estudar o goró (ele publicou dois livros sobre a biologia do vinho e da cerveja), os alimentos do mundo moderno seriam bem diferentes. No começo do século 20, os impostos sobre bebidas alcoólicas eram responsáveis por mais de 50% da arrecadação do governo dos EUA. Mesmo assim o país decidiu instituir, em janeiro de 1920, a lei seca – e as pessoas migraram para bares clandestinos. Isso aumentou a criminalidade e fortaleceu as máfias, mas, por incrível que pareça, teve uma conseqüência positiva: consolidou a igualdade de direitos entre os sexos e mostrou a força dos movimentos feministas. “Durante a lei seca, a presença de mulheres nos bares deixou de ser um tabu”, conta Iain Gately. Elas se mobilizaram para legalizar a prática: em 1932, mais de 1 milhão de americanas já tinham se associado à Women’s Organization for National Proibition Reform (algo como “Liga das Mulheres Contra a Lei Seca”). Adivinhe só o que aconteceu: no ano seguinte, a lei seca foi revogada.

Na 2º Guerra Mundial, o fluxo de álcool refletia a ação no front. Assim que dominaram a França, os alemães foram com sede ao pote – as vinícolas de Borgonha, de Bordeaux e de Champagne passaram ao controle dos nazistas. Na Inglaterra, a situação também era dramática: Hitler bombardeou 6 grandes cervejarias (inclusive uma fábrica da famosa Guinness) e destruiu nada menos que 1 300 pubs. Quando o jogo começou a virar a favor dos Aliados, com dificuldades cada vez maiores para os nazistas, a cerveja alemã paga o pato. Sua graduação alcoólica, que antes da guerra era em média de 4,8%, cai para 1,2% em 1943. Em 1944, os alemães param de fabricar cerveja. E, no ano seguinte, perdem a guerra. Com o fim do conflito, começava a Guerra Fria – em que, adivinhe só, a URSS tentou usar o álcool como arma. Os soviéticos criaram um comprimido que supostamente impedia a embriaguez. A idéia era que os espiões russos tomassem esse remédio e fossem encher a cara com diplomatas americanos – que, completamente bêbados, acabariam revelando segredos de Estado. Não deu muito certo (as cobaias ficaram bêbadas), e hoje em dia o remédio é vendido como “atenuador de ressacas”. Falando em ressaca, a busca por uma cura definitiva chegou a duas propostas. Um composto químico chamado Ro15-4513, que foi criado na década de 1970, e a Alcohol Without Liquid (AWOL), uma máquina que destila e vaporiza bebidas alcoólicas – a idéia é que, se o álcool for inalado, não passa pelo estômago e não produz acetaldeído (substância que é uma das principais causadoras da ressaca). Nada disso funcionou. O Ro15-4513 não está no mercado porque tem uma pequena “inconveniência”: pode provocar convulsões. E a AWOL já foi proibida em vários estados americanos porque é considerada ineficaz e perigosa – como por via nasal a bebida é absorvida mais facilmente pelo organismo e a pessoa não vomita quando está intoxicada, isso aumenta muito o risco de overdose de álcool. Não há solução mágica. A única saída é beber menos, não beber, ou então invejar o musaranho asiático: um bichinho que vive nas florestas da Malásia e, como comprovam pesquisas recém-publicadas, consegue enfiar o pé na jaca sem nunca ficar bêbado (seu único alimento é um néctar que contém 3,8% de álcool). Será que ele passaria no teste do bafômetro?

No século 16, a Inglaterra tinha 16 mil bares o equivalente a 1 bar para cada 187 habitantes hoje, existe apenas 1 bar para cada 529 pessoas

No mundo, cada pessoa consome em média 5 litros de álcool puro por ano o equivalente a 125 l de cerveja 45 l de vinho 12,5 l de vodca

A Declaração de Independência dos EUA, no século 18, foi escrita num bar

Os países onde mais se bebe são: República Checa (cerveja) França (vinho) Moldávia (vodca e destilados)

Hitler odiava bebida e queria acabar com os alcoólatras. milhares deles foram esterilizados durante a2a Guerra Mundial

 
Beber, cair e levantar
Das frutas ao álcool sólido, as várias maneiras de encher a cara através dos tempos

Macacos 40 milhões a.C.

Há indícios de que nossos antepassados se deliciavam comendo frutas “estragadas” – que, graças à fermentação natural, tinham 5% de álcool.

Pré-história 8000-4000 a.C.

Pessoas do norte da China inventam uma bebida alcoólica feita de arroz. E os sumérios, na Mesopotâmia, criam a cerveja – bem como uma deusa (Ninkasi) para homenageá-la.

Egito 3400-3100 a.C.

Os egípcios montam a primeira cervejaria do mundo. E o povão aproveita: os trabalhadores que fizeram as pirâmides de Gizé bebiam todos os dias.

Grécia 700 a.C.

Os gregos bebem vinho diluído com água (a bebida pura é considerada forte demais). Para curar a ressaca, a grande pedida é comer repolho cozido.

Império romano 270 a.C.

Os soldados se fingem de bonzinhos e oferecem vinho para os povoados que encontram. Quando os inimigos estão bêbados, os romanos os matam.

Hunos 446

Liderados pelo temível Átila, invadem territórios romanos e destroem as vinícolas – sua bebida preferida é o kumis, leite fermentado com 2% de álcool.

Islâmicos 620

A religião restringe o consumo de álcool. Mas os cientistas do mundo islâmico inventam o alambique, que é usado até hoje para fazer bebidas destiladas.

Vikings 850

Espalham o terror na Europa – sempre bebendo uma cerveja escura, doce e bem forte, que tinha aproximadamente 9% de álcool (o dobro da comum).

Monges 1112

A Ordem dos Cistercianos monta uma vinícola em Borgonha, na França. Dá tão certo que eles viram uma multinacional do vinho, com mais de 250 monastérios.

Mesoamericanos séc. 16

Os astecas bebem o pulque, bebida produzida com folhas de agave – e só idosos podem tomar. Os incas preferem cerveja de milho, que dão até a crianças.

Brasileiros séc. 17

Os senhores de engenho começam a exportar cachaça – e os negros amotinados em quilombos aprendem a fabricá-la por conta própria.

Holandeses séc. 17

Inventam o gim, um destilado de cereais com altíssimo teor alcoólico (mais de 45%). A novidade gera uma explosão do alcoolismo na Europa.

Africanos séc. 17/18

Entre 1680 e 1713, senhores tribais trocam 60 mil escravos por bebida alcoólica – cada escravo é vendido por aproximadamente 86 litros de rum.

Rev. Industrial séc. 18/19

Fabricada com novas tecnologias e em grande escala, a bebida fica mais barata. A cerveja é produzida em enormes tonéis, com até 500 mil litros de capacidade.

Russos séc. 20

Inventam uma pílula que permite beber sem ficar bêbado. A idéia era usá-la na Guerra Fria (para que os espiões russos levassem vantagem). Não funcionou.

Ingleses 2004

Lançam uma máquina que permite inalar o álcool em vez de bebê-lo, o que supostamente evita a ressaca e faz o bebum engordar menos.

Americanos 2008
Desenvolvem um processo revolucionário, que permite fabricar goró sólido – basta misturar com água e ele vira um drinque com 11% de álcool.

 
Para saber mais

Drink: A Cultural History of Alcohol

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Assim Nasce a Fina Cachaça Artesanal Mineira de Qualidade

 

No período de Junho a Dezembro, já na primeira luz das manhãs, um rolo de fumaça branca desponta para além das rochas, serras e montanhas de Minas Gerais. É o indicativo de que os alambiques estão em pleno funcionamento. Sempre o mesmo rito: a cana cortada chega de carro de boi, é prensada nos rolos da moenda barulhenta movida a água. Dali, o caldo desce para as dornas de fermentação. No mesmo instante, o caldo do dia anterior, que por fermentação natural transformou seu açúcar em álcool e virou “vinho de cana”, esquenta no alambique de cobre e inicia o processo de destilação. Quando, enfim, o forte aroma das dornas de fermentação se mistura com a doce fragrância da cachaça e com o cheiro da fumaça do bagaço-de-cana, queimado na fornalha da caldeira, está na hora de se separar a “cabeça” e a “cauda” do “coração” do líquido em processo de destilação. O momento é decisivo e não admite erros. Através de medidas constantes realizadas com um alcoômetro, são eliminados os primeiros litros do líquido ainda pouco cristalino, ou cabeça, que após andanças pela serpentina do alambique, sai da torneira com um forte teor alcoólico e tóxico. Só quando a graduação chega aos 57% é que se começa a parte proveitosa da produção, a retirada do coração cristalino e puro do destilado. O processo de destilação tem seu término quando a graduação chega aos 34%. Resta no alambique apenas “água fraca” ou cauda e impurezas tóxicas. Contudo as atividades de confecção da cachaça ainda não terminaram. Após destilada, irá descansar algum tempo em tonéis de madeira, tanques de alvenaria impermeabilizados ou em recipientes de aço inoxidável. Já o envelhecimento do destilado será realizado em tonéis de bálsamo, carvalho, umburana, jatobá e jequitibá. O tempo de descanso, o tamanho do tonel e o tipo de madeira dará personalidade a cada bebida. Uma cachaça feita assim, de maneira artesanal e livre de qualquer substância química e tóxica que modifique a sua natureza é chamada de “Cachaça Artesanal de Qualidade” , aquela de indescritível fragrância, que desce macia e suave fazendo-nos cócegas no espírito.

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Finas Cachaças. Como identificá-las?

Finas Cachaças. Como identificá-las?   

Dos oito mil alambiques que funcionam em Minas, 93% são clandestinos. Muitas vezes, sem o devido cuidado e higiene na produção e transporte da cachaça, “alguns”  fabricantes acabam colocando em risco a saúde e a vida do consumidor.  Contudo, o consumidor, cada vez mais informado e exigente, não deixa-se enganar pelo jargão “cachaça da boa, que veio da roça”. Além do paladar e aroma agradável, oleosidade e limpidez cristalina. Não beba cachaça de procedência desconhecida. O mercado mineiro oferece-nos várias marcas de excelentes Cachaças Artesanais de Qualidade. Conhecer a história e viver as delícias de cada uma é uma experiência inesquecível.

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O que é Cachaça?

 

Poucas palavras têm tantos sinônimos. Pinga, destilo, abrideira, saideira, nomes carinhosos de quem sabe admirar a malvada, canjibrina, a água-que-passarinho-não-bebe. Cachaça é o destilado do caldo de cana, garapa, fermentada, envelhecida ou não em tonéis de madeira por processos artesanais.

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Alex Wichoski é jornalista por opção, formado em Turismo, onde trabalhou desde seus 15 anos no setor de hotelaria, sempre na cidade de Foz do Iguaçu. Atualmente é professos do Gerar, já escreveu para a CBN Foz e F24, além de produção de conteúdo sob encomenda para área de turismo.

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